terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Prefeito do PCdoB privatiza Juazeiro

A câmara de vereadores de Juazeiro aprovou no último dia 14 a privatização de diversos serviços públicos, inclusive o saneamento. Também foram privatizados os mercados municipais Arnaldo Vieira e Joca da Silva, o Camelódromo, o Mercado do Produtor, o terminal de transportes coletivos urbanos e o das barquinhas, das orlas 1 e 2, a gestão do lixo e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). O projeto de privatização da cidade foi enviado pelo prefeito reeleito do PCdoB e a população já está arrependida de ter votado num prefeito privatista e que enxerga a prefeitura como uma das suas empresas. Diversas entidades representativas da sociedade procuraram o prefeito para que ele vetasse os artigos privatistas do projeto. No entanto, o seu visível autoritarismo desconsiderou as reivindicações e ele sacramentará o golpe fatal na sociedade juazeirense. O que os comunistas pensam disso?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Curso de oratória é parte do programa de formação do Sindae





Trabalhadoras e trabalhadores do saneamento da Bahia estão recebendo, nestas duas últimas semanas, curso de oratória promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae). A qualificação faz parte da agenda de formação do Sindae, que na semana passada também contou com a exibição do belíssimo documentário sobre Carlos Marighella, do diretor Carlos Pronzato. Hoje, a partir das 19:00h, também acontece o Vozes do Saneamento, na sede do Sindae, com a presença dos corais da Embasa e Cerb e outras atrações regionais, e que também faz parte da agenda de formação do Sindae. A entrada é franca.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Privatização do saneamento em Brumado é golpe contra patrimônio público

A prefeitura municipal de Brumado, cidade localizada no sudoeste baiano, está tentando a todo custo municipalizar e, posteriormente, privatizar, o serviço de saneamento no município. O projeto de municipalização foi enviado para a Câmara no primeiro semestre deste ano para ser votado, mas a maioria dos parlamentares rejeitou-o. Entretanto, após as eleições municipais, o atual prefeito enviou novamente o projeto para a votação. Assim como aconteceu no primeiro semestre, para barrar essa segunda tentativa de municipalização, o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae) vem desenvolvendo ações de mobilização da população local e dos movimentos sociais da região com o intuito de alertar para o fato de que a municipalização é um passo importante para a privatização dos serviços em Brumado e que se isso acontecer a política de saneamento será pautada pela obtenção de resultados financeiros e não com o propósito de universalização, levando água para quem precisa, independente da condição financeira. Atualmente, a prestação do serviço é realizada pela Embasa, empresa estadual, que vem fazendo investimentos importantes na região. O projeto de lei será votado na próxima segunda-feira (10/12) e o povo de Brumado precisa impedir esse golpe contra o nosso maior patrimônio público: a água.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A sucessão governamental na Bahia

Artigos e matérias publicados em alguns jornais baianos, nesta semana, trouxeram com mais afinco a discussão acerca da sucessão governamental na Bahia. Com relação a essa questão específica, a minha opinião é de que o PT tem que decidir o próximo candidato de forma democrática e não fazendo da mesma forma que a direita faz, impondo o candidato de forma autoritária. Aliás, em alguns processos eleitorais o candidato do PT tem sido escolhido pela cúpula do partido, sem respeitar a decisão da base. O PT vem se afastando desse princípio histórico e que o diferencia dos demais. Neste sentido, é preciso que o partido amplie a discussão sobre essa questão e o nome seja construído dentro das instâncias deliberativas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

As transformações só acontecerão com o povo nas ruas

O companheiro Exupério, diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto e da Bahia (Sindae), ao participar de um curso de formação da entidade, em Lauro de Freitas, fez um comentário importante sobre a participação popular nos momentos de decisção da sociedade. A partir desse ponto de vista eu faço a seguinte avaliação: os estudantes, os trabalhadores e trabalhadoras, os movimentos de esquerda deixaram de ir para as ruas e estão formando a classe dos revolucionários e revolucionárias virtuais, por isso é que algumas transformações sociais acontecem com tanta lentidão e outras nem chegam a acontecer. Essa observação é de fundamental importância para a compreensão do atual momento político, porque os processos sociais que prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras, estudantes, jovens, mulheres, idosos, acontecem, e não há qualquer tipo de mobilização de rua para fazer o contraponto. O projeto está em disputa e onde estão os movimentos sociais e sindical, os grêmios e diretórios estudantis, os diretórios dos partidos de esquerda? Onde está a disputa ideológica?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O racismo institucional é um inimigo oculto da sociedade

No dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra e neste mês muitos atos políticos são realizados com o intuito de discutir a questão racial no país. Os movimentos negro e sindical são os principais protagonistas dessa discussão e é importante que um dos pontos de maior empenho no debate seja o racismo institucional, que acontece nos locais de trabalho, e uma forma de se confirmar a sua existência é olharmos para o local onde trabalhamos e verificarmos quantos negões ou negonas ocupam cargos de gerência ou de chefia. Essa prática de relação discriminatória com os negros e negras trabalhadoras acontece de forma velada e muitas vezes passa despercebida no cotidiano dos locais de trabalho e na sociedade. Além disso, o debate da discriminação racial tem que ser feito todos os dias e em todos os setores da sociedade, na família, no local de trabalho, nos movimentos socias. Até porque essa prática está presente no dia a dia da sociedade.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Vinte e oito milhões de pessoas deixaram a miséria extrema e 40 milhões ascenderam socialmente

O título dessa postagem é difícil de ser digerido pela elite brasileira, mas essa está sendo uma das transformações ocasionadas pelo Partido dos Trabalhadores durante o seu período a frente da gestão do país. É claro que uma história de desigualdades gritantes não serão corrigidas em um curto espaço de tempo  e que ainda há muito a ser feito, mas a opção pelo povo é o que deve ser considerado como principal foco de um governo. Ainda alcançaremos a possibilidade de realizar uma reforma agrária ampla, sem os entraves gerados pela enorme bancada ruralista que consegue se renovar a cada processo eleitoral com a força do chicote e do capital; e também as estruturantes reformas política, tributária e previdenciária com o intuito de gerar as transformações necessárias para um maior crescimento econômico e social do país. Esses devem ser alguns dos principais legados do PT para o país, mas a partidarização de alguns setores da nossa sociedade, como a imprensa e o judiciário, é um componente que se empenha para que isso não aconteça. 

O documento oficial emitido pelo PT esta semana, que trata da Ação Penal 470, deixa claro a luta histórica do partido pela instituição da democracia no país e a prova disso é que membros do próprio partido estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao contrário do período em que os tucanos estavam no governo e o Procurador Geral da República engavetava os processos de denúncia de corrupção, como foi o caso da compra de votos de parlamentares para a aprovação do projeto de reeleição de FHC, passando por cima de um dos pilares da democracia: a autonomia do Judiciário. Tenho certeza que o projeto dos trabalhadores, ou melhor, do Partido dos Trabalhadores vencerá todos os obstáculos postos pela elite deste país, como já vem vencendo, e levará este Estado ao nível de desenvolvimento social e econômico que a população deseja e merece. Por outro lado, também considero que isso só será possível quando termos um governo de esquerda no Brasil. Espero viver o suficiente para alcançar o tempo em que não será preciso o PT fazer alianças com setores da direta para poder governar ou ganhar eleições, mas para isso é preciso não só romper com o arcaísmo estrutural que fundamenta o processo eleitoral como também mostrar ao povo com mais clareza qual o melhor projeto de país para as trabalhadoras e trabalhadores.